Este acima é o Felpudo. Felpudo é um gato castrado de 9 anos de idade. Além de amar árvores (depois de entupirmos o quintal de mudas, que estão sendo preparadas para serem plantadas no nosso futuro endereço - aliás, aceito doação de
Bobcat), ele ama a gente.
Ama muito.
Ama tanto, que quando paramos na rua em frente de casa para falar com alguém, ele vem nos buscar, e só sossega quando a gente entra de novo na casa. Quando vamos ao banheiro antes de dormir, ele vai junto, pra acompanhar a gente.
O bicho se acha o dono do estabelecimento aqui, porque é o único macho da casa. Sendo o único macho da casa, mesmo castrado, ele faz QUESTÃO de manter a testosterona em alta (sei lá eu onde ele arruma, acho que empresta de alguém).
A última dele foi arrumar um inimigo fixo, um gato preto que, sei lá por que, resolveu tentar invadir a nossa casa de qualquer jeito, e faz algumas tentativas por semana. Na última, Sr. Felpudo arrancou meia dúzia de bifes do indivíduo, depois quase arranca metade da minha mão e uma orelha da nossa gata Nina, porque ele fica entusiasmado com a porradaria e vira um mini Taz mesmo depois que o inimigo já sumiu de vista.
Eu podia ser repressora com ele, aliás, já fomos assim. Passamos 3 anos com a casa toda fechada para ele não sair. Não adiantou, o bicho destruía a casa, comeu as redes de proteção, batia em todo mundo aqui dentro. O que mais ajudou o meliante a parar de querer aterrorizar o bairro foi encher a casa de plantas; o único efeito colateral foi que agora os gatos da vizinhança fazem questão de dar plantão no nosso quintal.
Este post é dedicado à minha amiga
Ale Picoli.
Para ela, eu digo: aproveite a Chanti todos os dias. Deixe ela fazer as estripulias todas, admire as maluquices dela. Gatos são terríveis porque eles aproveitam cada minuto da vida deles. E por isso mesmo são, e nos fazem felizes, até o fim.
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